Confira algumas curiosidades sobre o queijo

Os queijos são uma delícia e cercados por curiosidades. Conheça algumas e se apaixone ainda mais por essas especiarias.

Estudos mostram que a produção de queijo é muito antiga e que teria surgido cerca de 12.000 a. C., mas as referências apontam a data de 3.000 a. C.

leite de búfala é mais branco e nutritivo se comparado ao leite de vaca. Atualmente, esse tipo de queijo é indicado em dietas para emagrecimento e para manutenção de uma boa alimentação.

parmesão surgiu em Parma, uma cidade da Itália (por isso a referência do nome). Para adquirir seu aspecto e sua textura, ele pode ficar até dois anos maturando. Outro tipo que fica maturando por muito tempo é o queijo grana. Ele pode ficar quatro anos nesse processo. No Brasil, o parmesão ralado é muito popular. É utilizado em muitas receitas, principalmente nas massas.

gouda é um queijo que surgiu na cidade de Gouda, na Holanda. Daí a referência do nome. O brie, originado da França, recebeu esse nome por causa da província de Brie. E o nome gruière vem da cidade de Gruyères, na Suíça. Esse tipo é duro, um pouco salgado e picante, muito usado para fondues.

cheddar é um queijo de origem inglesa. Surgiu no condado de Somerset. É muito utilizado em receitas, hambúrgueres e massas. Já o catupiry (que, na verdade, é um tipo de requeijão) foi criado no Brasil por um casal de imigrantes italianos, em 1911, em Lambari, Minas Gerais. A palavra catupiry significa “excelente” e tem origem tupi-guarani.

A ricota, que não é exatamente um queijo, mas um tipo de derivado do queijo produzido a partir do soro do leite de vaca, é de origem italiana. Para obter a textura final, é necessário ferver o soro para que a parte sólida suba até a superfície.

O petit suisse é um tipo de queijo utilizado em produtos como Danoninho e Chambinho. Ele surgiu na região da Normandia, na França, e o nome é devido a uma versão de um queijo cremoso produzido desde a Idade Média, na Suíça.

Fique ligado em nosso blog. Em breve, mais notícias e curiosidades sobre queijos.

Comer queijo pode ajudar a viver mais

Um estudo foi divulgado recentemente e vai fazer a alegria dos amantes de queijo. A pesquisa realizada pela Sociedade Europeia de Cardiologia aponta que, com a exceção do leite, comer laticínios aumenta a longevidade e protege contra a mortalidade relacionada a problemas cerebrovasculares (como AVCs).

O estudo, que durou seis anos, contou com a participação de 24.474 adultos, os quais tinham uma idade média de 47,6 anos. Durante esse tempo, foram registradas 3.520 mortes, incluindo 826 devido a câncer, 709 paradas cardíacas e 228 que tiveram como causa incidentes cerebrovasculares.

Os estudiosos descobriram que o consumo de laticínios foi associado ao menor risco de mortalidade, e o consumo de queijo, em particular, está ligado a uma taxa de mortalidade 8% menor.

Outro estudo, mas na mesma linha, foi realizado na Universidade de Medicina de Lodz, na Polônia, e os resultados foram os mesmos. Nessa pesquisa, foram apurados dados de 636.726 participantes, durante 15 anos, e foi detectado que o consumo elevado de laticínios contribuía para a diminuição da mortalidade. Os cientistas concluíram, também, que o consumo de leite tem o efeito contrário, prejudicando as chances de uma vida prolongada.

A conclusão que fica é a seguinte: aproveite a pesquisa e consuma queijos. Além de viver mais, vai se deliciar com os diversos sabores.

Qual o tipo de queijo mais saudável?

De acordo com o Guia alimentar para a população brasileira, os queijos que fazem parte de uma alimentação saudável são compostos por leite, sal e micro-organismos usados para fermentar o leite, como fermento lácteo e coalho. E para saber o tipo mais adequado, o ideal é consultar a tabela nutricional e a lista de ingredientes. O melhor é escolher os que, além de menos calóricos, têm menores teores de gordura e de sódio e que sejam preparados sem corantes, saborizantes ou outros ingredientes.

As dicas são da nutricionista da ACT Promoção da Saúde, Mariana Claudino. “Geralmente, quanto mais brancos, mais saudáveis e menos gordurosos os queijos são, por conterem maior quantidade de cálcio e de proteína. O queijo cottage, a ricota, o queijo minas e a muçarela de búfala são bons exemplos. Eles têm menos corantes, são ricos em proteína e pobres em gorduras”, acrescenta.

Mariana destaca que os queijos amarelos, em geral, contêm uma quantidade maior de gordura saturada, de colesterol e de sódio, e podem contribuir para o surgimento de problemas como pressão alta e doenças cardiovasculares. “No entanto, há queijos que, apesar de não serem propriamente amarelos, como o brie, o gouda ou o gorgonzola, são ricos em gordura, calorias e colesterol”, alerta.

Queijos processados
O queijo faz parte do grupo de alimentos processados, feitos pela soma de um alimento in natura ou minimamente processado (no caso o leite) com um ingrediente culinário (o sal). Exatamente por receberem a adição industrial de ingredientes (às vezes em quantidades muito superiores às usadas em preparações culinárias), eles não têm o perfil nutricional tão balanceado.

“Todos os queijos feitos somente com leite, sal e fermento entram no grupo dos processados e podem ser consumidos em pequenas quantidades, preferencialmente acompanhando e não substituindo refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados”, recomenda a nutricionista Maria Laura da Costa Louzada, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde e professora adjunta da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Coma com moderação
Queijos são ricos em proteínas, vitamina A e cálcio. Entretanto, além do conteúdo elevado de gorduras saturadas próprio do leite, são produtos com alta densidade de energia (em função da perda de água durante o processamento) e com alta concentração de sódio (devido à adição de sal). “Exemplos de bons usos do queijo são na finalização do macarrão e de outras massas ou como cobertura para gratinar um escondidinho”, sugere Maria Laura.

Queijos ultraprocessados
Segundo o manual Alimentação Cardioprotetora, do Ministério da Saúde em parceria com o Hospital do Coração, os queijos ultraprocessados, que têm em sua composição diversos aditivos químicos, como acidulantes, estabilizantes e conservantes, são do grupo vermelho. Portanto, o ideal é evita-los.

O grupo de alimentos ultraprocessados está associado a uma piora da qualidade nutricional da alimentação e maior risco de ocorrência de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Pela quantidade de aditivos (destacados em vermelho), os queijos processados UHT diferem muito dos queijos mais saudáveis, que devem ter apenas leite, fermento e sal. “Esses queijos têm muitos conservantes para poder ter uma vida longa fora da geladeira, até meses nas prateleiras do mercado. Além disso, até mesmo os light têm uma grande concentração de sódio, que causa uma retenção hídrica no corpo, provocando inchaço e até mesmo aumento de peso”, explica Mariana. Exemplos de queijos ultraprocessados incluem o cheddar e o catupiry.